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Incêndios consomem 10% da Floresta Portuguesa


Segundo a Direcção Geral de Florestas, 336 mil hectares de floresta (10% da área florestal) terão ardido na vaga de incêndios deste Verão. Segundo outras entidades, esta área estender-se-à mesmo aos 400 mil hectares.

Portugal acordou para a tragédia e solidarizou-se com as vítimas. Solidariedade e voluntários emergiram de todos os quadrantes. No entanto a burocracia oficial não conseguiu permitir (ou não quis permitir) que esta onda fosse convenientemente aproveitada.

Ele foram os peditórios tributados pelas finanças. Ele foram os voluntários encostados em trabalhos menores mesmo quando havia faltam de homens e meios na frente de combate aos fogos.

No domínio do Todo-o-Terreno surgiram também inciativas, como a do Fórum-TT propondo-se colocar várias colunas de apoio no terreno. Infelizmente ainda hoje faltam as necessárias autorizações para tornar a iniciativa legal.

O que falhou?

Porque não estão as nossas matas limpas? Se o estado nem as bermas das estradas mantem limpas, porque se hão de preocupar os proprietários da matas? Basta conduzir por essa Europa fora para ver como é diferente o cuidado posto pelos estados na limpeza dos matos.

Porque estão os meios disponíveis inoperacionais? Por falta de manutenção, porque nunca são requisitados afirma a Força Aérea. Porque será mais interessante alugar do que fazer manutençãos dos meios próprios?

Porque não há acessos? Estarão cobertos de mato ou não haverá sequer conhecimento do terreno por parte das autoridades? Servirã o país uma carta militar dos anos 60 como ainda acontece na zona sul?

Porque não querem voluntários? Aperceber-se-ão estes das falhas óbvias e crónicas do sistema a que os responsáveis sempre aplicaram a política da avestruz.

Para que semelhante tragédia não volte a acontecer cada um de nós tem de dar a sua contribuição. Trabalhemos para salvar a floresta em Portugal


EV - 23 de Agosto de 2003

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